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    •  
      FD
    • 7 Março 2010 editado
     # 1

    Há algum tipo de ranking ou eleição deste estilo?

    Como é que uma pessoa pode saber qual o melhor médico para um determinado problema?

    • lobito
    • 8 Março 2010 editado
     # 2

    Acho que os americanos (claro!) têm, mas penso que é como estabelecer um ranking the arquitectos ou engenheiros civis... ou mesmo de trolhas ou canalizadores ;-) Não me merecem muita confiança. Ainda por cima acontece muitas vezes que um médico recomendadíssimo (inclusivamente por outro médico que se poria de certeza nas mãos dele se precisasse, etc) é absolutamente destestado pelo doente que lá vai! Depende um bocado das especialidades, há umas em que o factor humano joga mais do que outras: por exemplo, eu escolheria sem dúvida nenhuma o melhor cirurgião da praça, se houvesse, nem que fosse uma besta; já, por exemplo, em ginecologia, depende imeeeeenso do gosto das doentes!

  1.  # 3

    era bom, mas não há, só por titulo professores, e mesmo assim não é factor geral.
    mas por enquanto só mesmo de experiência e de aconselhamento.

  2.  # 4

    Tal não existe, pelo menos a nível oficial. Parte-se do princípio que qualquer médico acreditado pela ordem dos médicos tem competência para tratar qualquer patologia e, caso não o tenha, deve pedir auxílio a um colega.

    Parece-me bastante impossível fazer um ranking desses. Basear-se-ia em quê? Nº de doentes atendidos/Nº de sucessos no tratamento? Isso seria injusto, visto que cada caso é um caso, cada um tem a sua complexidade. E um médico de medicina paliativa, como se avaliaria?

    • isa
    • 9 Março 2010
     # 5

    Eu julgo que parte muito do "Marketing de boca".
    Eu posso gostar muito de um médico e passar a informação a "n" conhecidos meus ( e até o faço frequentemente) mas esses conhecidos podem depois da consulta terem uma visão diferente da minha.
    E também já me tem acontecido o oposto. Terem- me dito muito bem de um médico e o quão profissional o mesmo era e eu ter saído de lá a dizer para o meu marido que ali não voltava.

    Não preciso que olhem ou toquem em mim para se aperceberem das minhas mazelas mas tenho que sair de lá a acreditar que estou com um especialista entendido na matéria.

    Ginecologia por acaso, é das especialidades em que mais exijo atenção... Logo seguido dos estomatologistas.
    Aqui em casa, se gostamos dos médicos nas mais variadas especialidades, somos fiéis. Se as coisas dão para o torto, perdem logo três clientes :D

    Fernando, atenção aos professores doutores porque por vezes, falta-lhes algo de muito importante- continuarem a aprender...

    A minha filha é seguida por um dos melhores ortopedistas pediátricos do país e sabe o que mais me fascina neste médico para além de toda a atenção que teve e tem para com ela e para connosco? Empenha-se em melhorar e descobrir melhores técnicas para os seus pacientes.

    A paciência que este homem teve para com o meu marido foi espectacular :)
    Pais pela 1ª vez, cheios de medo porque não sabíamos se o problema que tinha ( foi-lhe diagnosticado uma polidactilia) era pior do que o que pensávamos, que implicações teria no futuro e por aí fora... Explicou-nos tudo ao pormenor, sem nos esconder nada e a minha filha aos 11 meses foi operada.
    Tem hoje 6 anos e é perfeitamente normal. :smile:

    Mas como diz a Lobito, para se estabelecer um ranking é difícil. Maus e bons profissionais existem em todo o lado e temos que ser nós a divulgar o bom e o mau serviço prestado:wink:

  3.  # 6

    Exactamente Isa. Aliás, o Código Deontológico dos médicos até proíbe qualquer forma de publicidade que não o "Marketing de boca".

    • isa
    • 9 Março 2010
     # 7

    Olá Carlos :D

    Não concordas?

    Pois olha que o "partir do principio..." tem muito que se lhe diga.
    E tanto eu como tu sabemos que existem por aí muitos srs drs que não deveriam estar a exercer funções ;)

    Deveriam ser avaliados sim. Não pelo nº de doentes atendidos mas pela atenção e pela resolução dos seus problemas.
    O nosso sistema de saúde é mau.

    Basta verificar como somos atendidos nas Urgências dos Hospitais ou nos centros de saúde...
    Eu lido diariamente com situações que são no mínimo... Irreais!

    Sei que não se deve tudo aos profissionais de saúde porque as condições também não são as melhores mas que contribuem, contribuem.
    ( e nisto tens que concordar!:whistle:)

  4.  # 8

    Claro que tem muito que se lhe diga, bons e maus profissionais há em todo o lado.

    Um mau sistema de saúde? Acredita que não! Desorganizado e com sub-financiamento sim, não cabe na cabeça de ninguém teres um hospital a servir Amadora e Sintra, por exemplo. Mas acredita que tens muitos clínicos e muitos serviços aqui em Portugal que fazem inveja em termos de resultados a muito do que é feito em países mais desenvolvidos :grin: Dou-te o exemplo do nosso IPO.

    • isa
    • 9 Março 2010
     # 9

    O IPO é um bom exemplo. Felizmente!

    Temos um mau sistema porque temos maus profissionais. E no que toca a saúde, devíamos ser mais exigentes e não deveria existir tanta "protecção" para os que cometem asneiras.
    Pode custar- nos a vida... literalmente!

  5.  # 10

    Também não estou nada convencida de que o SNS seja mau. Os nossos indicadores são bastante bons (uns mais do que outros, claro, mas alguns são até excelentes) e se me vir numa aflição séria não tenho qualquer dúvida que é para um hospital público que quero ir, nunca um privado. Mas, como em muitas outras coisas (e nisso temos nós todos muita culpa porque não exigimos ser tratados com respeito por quem pagamos), o lado "serviço" é péssimo.

    • isa
    • 10 Março 2010
     # 11

    Espero que continue sempre a ter sorte com as idas ao público, Lobito.

    A última vez que recorri a um Hospital Público tinha a minha filha 1 ano. Estava a arder em febre e o meu marido não quis arriscar e ir para as urgências da Cuf Descobertas ( o Hospital da família).

    A experiência foi tão má que após a hora de espera para que nos atendessem e depois da triagem que fizeram que desistimos e fomos com ela para a Cuf Descobertas.
    Fomos logo atendidos e bem acompanhados. O nada do Hospital anterior era uma infecção nos ouvidos e garganta que foi resolvida com antibiótico.:confused:

    E não me entenda mal porque eu sou das que reclamo. Não sou mal educada ou rude porque julgo não existir necessidade para tal e porque não é do meu feitio ser assim mas todas as queixas que apresentei deram os seus frutos.

    E isto não é só na saúde... Para que servem as caixas com um escrito por cima a dizer "Reclamações"?!
    Se não expusermos o que nos incomoda ou incomodou, os serviços não melhoram. :smile:

  6.  # 12

    Isa, não acho que faça sentido dizer que a incapacidade dos médicos é culpa do mau funcionamento do SNS, e basta pensar que a quase totalidade dos médicos com actividade no privado, também exercem no público. E não me parece que percam competência quando entram no hospital público. (mas se há maus profissionais? claro que há). E ainda acrescentam: não se esqueçam que um hospital privado tem que dar lucro...

    Não conheço o caso da tua filha, portanto o que vou dizer não é dirigido directamente a esse caso. Mas a questão dos antibióticos é um bom exemplo de outra situação que se verifica: tem se percebido nos últimos tempos que os antibióticos são um medicamento que apenas se deve receitar em último caso. Isto porque os micro-organismos criam resistência a eles (regra geral permanecem no organismo alguns resistentes, insuficientes para causar doença), e vão se disseminar. Com isto temos cada vez mais infecções imunes à maior parte dos antibióticos actuais.
    Se no público o médico pode se "dar ao luxo", caso verifique que não se trata de uma infecção grave e que o organismo a pode combater, de não receitar nenhum, no privado isso "não pode acontecer", pois o doente espera que o médico receite, e se este não o faz, é um "cliente" que se perde.

    • isa
    • 21 Março 2010
     # 13

    Carlos

    Concordo com a prescrição cuidada de medicação.
    Na minha casa não existe o termo auto medicação apenas porque só a tomamos após consulta médica.

    Posso dizer-te que a pediatra da minha filha, receita desde bebé apenas duas coisas à minha filha soro e xarope para a tosse ( oxolamina, conheces?) e claro, em caso de febre, brufen em alternância com benuron. Antibiótico só em último caso.
    Posso dizer que me educou nesse sentido :wink_tongue:

    É verdade!
    No inicio só pensávamos que "raio de médica é esta que não nos receita o raio de uma medicação como aos filhos dos nossos amigos?"... Uma médica 5 estrelas :asleep_2:

    Recorri apenas três vezes às urgências da Cuf Descobertas com a minha filha e porquê? Uma pela situação do comentário anterior e as outras por crises de pele atópica que felizmente já se encontra controlada, sem necessidade de cortisona.

    Resumindo: Depende de todos nós e da tentativa de desresponsabilização de cada um.

    O que me incomodou naquela minha ida ao Hospital público foi ter uma criança de 1 ano a arder em febre e não existir "uma alma" que viesse verificar a situação... Ainda hoje quando penso nisto, pergunto-me se faria algo diferente e faria... Teria ido directamente à Cuf! :tongue:

    Não sou por norma alarmista e aprendi muita coisa...
    - Contacto sempre a médica por qualquer problema da minha filha e só indo a uma consulta se a mesma me o indicar
    - Verifico todos os sintomas para os transmitir correctamente
    - O soro é utilizado quase todos os dias porque tem os adenoides salientes e para evitar expectoração desnecessária e a intervenção cirurgica...
    - Em caso de febre, o brufen e o benuron são os medicamentos utilizados e só ao 3º dia é que se marca a consulta
    - Em caso de tosse, continua o Oxolamina a "funcionar"

    Concordas ou acrescentas mais alguma coisa? :smile:

  7.  # 14

    Tenho a ideia de que na minha familia os bebes (mais que muitos!) a arder em febre são despidos, molhados nas virilhas, testa, etc e às vezes enfiados em agua morna (mais uns ben-urons) para manter a febre a um nivel razoavel e so se passa à velocidade superior se a febre se arrasta mais de 3 dias, se têm alguma infecção evidente ou se estão com um comportamento francamente anormal (isto porque muitas vezes estão a arder em febre, mas comem normalmente, riem e arrebitam logo que a febre baixa um bocadinho). Não sou especialista, mas a minha ideia é que é as febres altas são normais numa criança muito pequena, é so preciso impedir que cheguem àas convulsões.

  8.  # 15

    As crianças têm, fisiologicamente, uma temperatura ligeiramente superior ao normal no adulto. Até 39º, medido na axila, não é muito preocupante (a não ser que se arraste durante dias ou tenha outros sintomas preocupantes, como um comportamento francamente anormal). Benuron é bastante eficaz (cuidado com as doses, leiam o folheto informativo). Acontece por vezes estarem associadas a convulsões (a febre é a principal causa de convulsões em crianças), o que desespera muitos pais, mas regra geral basta que a febre baixe para que elas cessem.

    • isa
    • 7 Abril 2010
     # 16

    Também não entrar em pânico resolve muita coisa.

    Não sei se é a maternidade ou se somos nós, pais responsáveis por aquela criança tão pequenina que nos obriga a tomar as decisões ponderadas.
    A minha filha ensinou-me muito e continua a ensinar-me. Existe uma partilha de conhecimentos fantástica e espero que assim continue :D
    Mas aprendi a ouvir atentamente todas as suas queixas e a saber responder a cada uma delas.
    No caso da febre, só entravámos em modo preocupado quando ao fim dos 3 dias a mesma continuava muito alta sem responder ao Benuron ou Brufen.
    E o tal receio das convulsões que a Lobito fala.

    Isso assustava-nos de tal modo, que nos levantámos de tempos a tempos ( ela nunca gostou de ir para a nossa cama a não ser aos fins de semana. Gosta de se meter no meio para a brincadeira :) ) para verificar como se encontrava.
    Escusado será dizer que não dormíamos quase nada...

    Naquele caso que especifiquei, a febre devia-se a uma amigdalite e tudo se resolveu com o antibiótico que fez logo efeito ;)

  9.  # 17

    Há tempos uma mãe de 7 filhos me dizia que agora já nem precisava muito do pediatra, a experiência já era tal que já sabia quase sempre o que os filhos tinham :tongue:

    • isa
    • 9 Abril 2010
     # 18

    E acaba por ser verdade Carlos.

    Ao fim de quase 7 anos na profissão mãe :) acabo por perceber antes de despoletar a 100%...

    Imagina então, se tivesse 7 filhos :D

 
0.0425 seg.
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